Os olhos

O olho é o órgão responsável pela visão. Ocupam menos de 2% da superfície corporal, contudo é o único órgão do corpo humano que permite a penetração da luz visível em seu interior.

Os olhos encontram-se dentro das órbitas, protegidos pelas sobrancelhas e cílios e são formados por diversas estruturas, como podemos ver a seguir:

Anatomia dos olhos 001

Imagem: Programa Sol Amigo


Córnea
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é a parte anterior e transparente do olho. 

Esclera: corresponde a uma membrana externa e branca que reveste o globo ocular. É onde os músculos oculares se inserem. A superfície da esclera é coberta por uma membrana transparente e fina, chamada de conjuntiva, que também reveste a superfície interna das pálpebras.

Limbo: é a região de transição entre a córnea e a esclera.

Íris: é a parte colorida dos olhos. Existe um orifício no seu centro chamado de pupila.

Pupila: é a região do olho situada entre a córnea e o cristalino, no centro da íris. Tem a função de controlar a quantidade de luz que entra no olho.

Cristalino: é uma espécie de lente que localiza-se dentro dos olhos, atrás da pupila. A córnea e o cristalino têm a função de focar na retina a luz que penetra nos olhos através da pupila.

Fonte: Wikipedia.org

No corte abaixo podemos ver, por outro ângulo, a córnea, íris, pupila e o cristalino.

Imagem: http://pt.wikipedia.org/wiki/Olho_humano

Revestindo o fundo do olho encontramos a retina, onde a imagem é formada e traduzida para o cérebro na forma de impulsos elétricos enviados pelo nervo óptico. Junto ao centro da retina há um ponto amarelado chamado de mácula (ou fóvea). É nesse ponto do olho onde as imagens se formam com maior clareza e definição.O espaço entre a córnea e o cristalino é chamado de câmara anterior que é preenchida pelo humor aquoso. Esse é um líquido incolor, constituído principalmente por água (98%). O espaço no interior do olho entre o cristalino e a retina é chamado de câmara posteriore está preenchida pelo humor vítreo, formado por uma substância amorfa semilíquida, fibras e células.

Os olhos possuem alguns mecanismos de defesa contra a luz. Quando muito intensa,  a luz ativa o fechamento da pupila e o reflexo de apertar os olhos, o que minimiza a penetração da radiação ultravioleta emitida pelo Sol em suas estruturas.

A efetividade deste mecanismo natural é limitada em condições extremas de exposição à radiação ultravioleta, e nos dias nublados onde a claridade é menor e estes mecanismos de defesa não são ativados.

Quando o Sol está próximo ao zênite (ponto exatamente acima de um lugar específico), a radiação ultravioleta indireta é que tem maior probabilidade de atingir a córnea e demais estruturas dos olhos, ou seja, àquela dispersa pelos componentes da atmosfera ou refletida pelas superfícies. Em contraste com seus efeitos na pele, a radiação ultravioleta direta tem um papel menor nas lesões dos olhos devido a aversão natural de se olhar diretamente para o Sol e a sombra causada pelas sobrancelhas e testa.

Imagem: Programa Sol Amigo

Os efeitos agudos da exposição dos olhos á radiação ultravioleta incluem o desenvolvimento da fotoceratite e fotoconjuntiviteDentre os efeitos crônicos encontram-se a catarata, o pterígio, o câncer de pele no olhos e a degeneração da mácula