Efeitos da destruição da camada de ozônio

Efeitos à saúde humana

Estudos epidemiológicos e laboratoriais já demonstraram que a radiação ultravioleta causa o câncer de pele não melanoma (CPNM) e tem um papel importante no desenvolvimento do melanoma cutâneo (MC) e da catarata. Desta forma, acredita-se que a depleção da camada de ozônio contribuirá para o aumento nos casos das doenças relacionadas à exposição excessiva à radiação ultravioleta.

Efeitos às plantas

 Modificações indiretas causadas pela radiação ultravioleta B, tais como modificações na forma das plantas, distribuição dos nutrientes dentro das plantas, tempo de desenvolvimento e metabolismo secundário, podem ser igualmente, ou muitas vezes mais, importantes que o efeito danoso da radiação ultravioleta B. Estas modificações podem ter implicações importantes para a competitividade da planta, resistência às doenças e  pragas, etc.

Efeito da R-UV sobre o crescimento das folhas das plantas

Além disso, a radiação ultravioleta B causa dano aos peixes, camarões e caranguejo, anfíbios e outros animais, durante o seu estágio inicial de desenvolvimento. O efeito mais severo é a diminuição na capacidade de reprodução e impedimento de desenvolvimento durante a fase de larva. Os níveis de radiação ultravioleta B já constituem um fator limitante, e mesmo um pequeno aumento nestes níveis poderia resultar em uma redução significativa no tamanho da população dos animais que comem estas pequenas criaturas.

Fitoplânctons

Efeitos sobre os materiais

 Polímeros sintéticos, biopolímeros de ocorrência natural, assim como outros materiais de interesse comercial são adversamente afetados pela radiação ultravioleta solar. Atualmente, vários materiais recebem aditivos especiais para terem alguma proteção contra a radiação ultravioleta B. Desta forma, qualquer aumento nos níveis desta radiação irá, portanto, acelerar sua degradação limitando o seu tempo de uso ao ar livre.

Fibra de polímero degradado pela R-UV vista ao microscópio. Fonte; Polymer Degradation and Stability, Volume 95, Issue 9, September 2010

Fonte: U. S. Environmental Protection Agency – EPA