Camas de bronzeamento

O desejo de um bronzeado por motivos cosméticos ou tendência de moda tem levado a um grande aumento no uso das camas de bronzeamento. Estes equipamentos pretendem oferecer uma alternativa efetiva, rápida e “inofensiva” ao bronzeamento natural pelo Sol.

Entretanto, as lâmpadas utilizadas nas camas de bronzeamento emitem radiação ultravioleta A (em maior quantidade) e ultravioleta B (em menor quantidade), ambas radiações com capacidade de lesar o DNA das células da pele. Além disto, nos últimos anos, as lâmpadas das camas de bronzeamento têm sido fabricadas para produzirem níveis maiores de radiação ultravioleta B para imitar o espectro solar e tornar mais rápido o processo de bronzeamento. 

As consequencias da utilização regular de camas de bronzeamento poderão incluir dor e sofrimento, morte prematura, desfiguramento, bem como custos substânciais para os sistemas de saúde públicos (SUS) e privados (convênios).

NÃO SE ILUDA! Estudos concluíram que as pessoas que fazem o bronzeamento artificial regularmente, antes dos 35 anos de idade,  apresentam um risco de 75% para o desenvolvimento do melanoma.
Fonte: Programa Sunsmart – Austrália
 
Câncer de pele

A exposição à radiação ultravioleta, tanto do Sol quanto das fontes artificiais, é um conhecido fator de risco para o câncer de pele.

A radiação ultravioleta B tem sido reconhecida há muito tempo como carcinogênica, ou seja, com capacidade de induzir o desenvolvimento do câncer. Além disto, tem havido um aumento nas evidências de que a radiação ultravioleta A, utilizada nas camas de bronzeamento, que penetra mais profundamente na pele, também contribui para o desenvolvimento do câncer de pele.

Não existe nenhuma evidência que sugira que a exposição à radiação ultravioleta de qualquer cama de bronzeamento seja menos nociva à saúde que a exposição ao Sol.

Em junho de 2009, 20 cientistas de 9 países, em uma reunião da International Agency for Research on Cancer (IARC), reavaliaram a capacidade das várias radiações de causarem câncer.

Com base em vários estudos científicos, a IARC conclui que existem evidências consistentes de uma relação entre o uso de equipamentos de bronzeamento que emitem radiação ultravioleta e o desenvolvimento do melanoma cutâneo, o tipo de câncer de pele mais agressivo. Dessa forma, o uso desses equipamentos teve sua classificação modificada, passou do Grupo 2 (potencialmente carcinogênico para os seres humanos) para o Grupo 1 (carcinogênico para os seres humanos). Nesta mesma reunião, a radiação solar foi mantida na classificação de carcinogênica para os seres humanos, devida a sua relação com o desenvolvimento de vários tipos de câncer de pele: carcinoma basocelular, carcinoma espinocelular e melanoma cutâneo.

As camas de bronzeamento podem emitir níveis de radiação ultravioleta até 5 vezes maior que o nível emitido pelo Sol no horário de pico, durante o verão!
Fonte: Programa SunSmart – Austrália
 
Envelhecimento da pele, lesão nos olhos e outros efeitos adversos à saúde

Qualquer exposição excessiva à radiação ultravioleta, não apenas das camas de bronzeamento, pode resultar um dano estrutural à pele humana. Em curto prazo, o dano pode ser devido à queimadura, e em longo prazo o fotoenvelhecimento.

O fotoenvelhecimento causado pela quebra do colágeno da pele decorrente da exposição à radiação ultravioleta manifestá-se como enrugamento e perda da elasticidade da pele.

Em 11 de novembro de 2009, foi publicado no Diário Oficial da União, Nº 215, seção 1 a RDC nº 56 de 9 de novembro de 2009 da ANVISA, que proíbe em todo o território nacional a importação, recebimento em doação, aluguel, comercialização e o uso dos equipamentos para bronzeamento artificial, com finalidade estética, baseados na emissão de radiação ultravioleta.